Conduzindo uma sessão¶
Um formato que se sustenta¶
| 0–10 min | Todos entram e abrem o painel. Você circula pela sala e vê em que ponto a turma está. Braços ligados, conectados, com o gêmeo acompanhando. |
| 10–20 min | Você demonstra a única coisa do módulo de hoje que é difícil de descobrir — a calibração da ferramenta, a atribuição de IDs, os controles HSV. Uma vez, na frente, com o projetor. |
| 20–75 min | As duplas trabalham. Você circula. |
| 75–85 min | Alguém mostra à sala o que deu certo. Dois minutos cada, três duplas. |
| 85–90 min | Energia desligada, cabos enrolados, braços estacionados em uma pose segura. |
O espaço da demonstração importa mais do que parece. As lições são boas em dizer ao aluno o que fazer e menos boas em mostrar a alguém de catorze anos como a calibração de ferramenta em quatro pontos é feita fisicamente.
Conectar, toda vez¶
Os primeiros cinco minutos de toda sessão são as mesmas quatro verificações, e vale transformá-las em um ritual que a turma faz sem precisar pedir:
- Ligar a energia, depois conectar o USB.
- Conectar no Lab e ler a tabela de motores — seis OK.
- Mover uma junta com a mão e ver o gêmeo acompanhar.
- Confirmar que a parada de emergência está na tela.
Uma dupla que pula a etapa 2 e começa uma lição com cinco motores vai perder vinte minutos com um mistério.
Rodízio em um braço¶
Com um braço por dupla ou para cada quatro, conduza o módulo em duas pistas:
- Pista virtual — todos fazem o módulo no braço virtual, até a etapa que precisa de hardware.
- Pista real — uma dupla de cada vez usa o braço físico nessa etapa.
Controle o rodízio com um cronômetro visível e torne a pista de espera produtiva: a leitura, a teoria e as tarefas de simulador são de fato o mesmo trabalho.
Se a calibração foi exportada e importada com antecedência, uma troca custa segundos em vez de uma recalibração.
O que dá errado, módulo por módulo¶
Módulo 1 — IDs dos motores. Eles ligam os seis motores e depois tentam atribuir os IDs. O aplicativo avisa, mas a mensagem chega depois da frustração. Diga antes: um motor no barramento de cada vez.
Módulo 3 — a pose HOME. Eles fazem no olho, pressionam Calibrate e herdam um deslocamento para o resto do curso. Confira as poses antes que alguém aperte o botão.
Módulo 4 — a tecla de habilitação. Eles esquecem de segurar o Shift esquerdo e concluem que o braço está quebrado.
Módulo 5 — força de preensão. Eles esmagam o objeto, depois corrigem demais e o deixam cair. A escala de força está na tela; aponte para ela.
Módulo 6 — a calibração de ferramenta em quatro pontos. Trabalhosa. O braço precisa tocar o mesmo ponto físico a partir de quatro orientações realmente diferentes, e os alunos tendem a mal movê-lo. Demonstre.
Módulo 7 — ajuste HSV. Eles arrastam os controles ao acaso. Dê a ordem: primeiro o matiz, para achar a faixa de cor, depois a saturação, depois o valor.
Módulo 8 — PID. Eles colocam um ganho enorme, veem o sistema oscilar e ficam encantados. Essa é a lição; deixe acontecer e depois peça que amorteçam.
Módulo 9 — o conjunto de dados. Eles tiram sessenta quadros quase idênticos e a lição os rejeita. É a falha prevista. Pergunte o que tornaria um conjunto de dados robusto antes que refaçam as fotos.
Organização que salva a próxima sessão¶
- Estacione cada braço em uma pose baixa e dobrada antes de desligar.
- Enrole os cabos USB junto com os braços, não em uma caixa compartilhada: um cabo só de carga que vai parar na pilha custa vinte minutos a alguém.
- Mantenha um registro de braço calibrado de reserva exportado em arquivo; um braço remontado volta a funcionar em um minuto.
- Anote quais duplas terminaram. É o único registro de progresso que existe do seu lado da plataforma.